Informação do Projeto
Globalmente, quase uma em cada 100 pessoas foi deslocada à força. Mais de 95% da população refugiada no mundo está concentrada nos países em desenvolvimento, 60% da qual em estados vulneráveis. Os 36 países mais vulneráveis do mundo representam 2.6% do PIB global, mas abrigam 71% da população mundial que é deslocada à força. Espera-se que esta tendência continue com a intensificação de conflitos na África subsariana, colocando grandes desafios económicos e políticos aos estados com baixos rendimentos do mundo em desenvolvimento, e que acolhem refugiados. A falta de integração económica e social dos refugiados contribui para o ressentimento e compromete os meios de subsistência entre os refugiados e as comunidades de acolhimento.
A capacidade dos refugiados se integrarem nas economias de acolhimento é muitas vezes bastante limitada por imperfeições do mercado de trabalho, que previnem que os mesmos sejam equiparados a empregos, e pela falta de qualificações para o autoemprego. Refugiados de diversos contextos étnicos e religiosos, frequentemente marcados pelo conflito, podem também dificultar a coesão social, alimentando o sentimento de ressentimento das comunidades de acolhimento. A integração económica e social é, portanto, altamente dependente dos recursos e atitudes das comunidades de acolhimento.
Este projeto faz uma avaliação de impacto aleatorizada de uma intervenção que fornece apoio ao emprego e consumo de refugiados em situação de extrema pobreza, e às comunidades de acolhimento localizadas no campo de refugiados de Maratane, e num raio de 7 km desse campo, no norte de Moçambique.
Financiamento
Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR)












